Uma palavra · serviço, ministério, servir às mesas
Uma palavra (διακονία) — de servir às mesas até "o ministério"
O grego διακονία (diakonia) significava primeiro o humilde trabalho de servir às mesas — e dele vêm as nossas palavras "diácono" e "ministério." A Escritura dignifica-o: a mesma palavra nomeia tanto o servir comida às viúvas (At 6) como o mais elevado chamamento apostólico (At 1:17). No Reino não há trabalho subalterno; todo o serviço genuíno é ministério.
Como dom, a διακονία é a graça de reparar nas necessidades práticas e supri-las — de bom grado, com fiabilidade, muitas vezes sem ser visto. A instrução de Paulo é belamente simples: "se é serviço, dedica-te ao teu serviço" (Rm 12:7). O Corpo não se sustém sem ele.
διακονίαdiakonia — serviço, ministério
διάκονοςdiakonos — servidor, diácono
διακονέωdiakoneō — servir, servir à mesa
διάκονοιdiakonoi — servidores (pl.)
O argumento · cinco andamentos
O que é, onde o vemos, e como serve o Corpo
A graça definida; os sete que serviam às mesas; como se manifesta na vida comum da igreja; por que é a espinha dorsal de uma reunião saudável; e como mantê-la pura.
Paulo enumera-o entre os dons da graça e diz ao que serve simplesmente para servir — para se entregar plenamente àquilo mesmo em que Deus o dotou. O dom prova-se não na conversa, mas no fazer.
II
Onde o vemos — os sete
Quando surgiu uma necessidade, a igreja separou servidores.
não é razoável que deixemos a palavra de Deus para servir às mesas.
Os apóstolos não desprezaram o serviço às mesas — honraram-no nomeando para ele homens cheios do Espírito, para que tanto a Palavra como as viúvas fossem bem servidas. O serviço prático libertou o ministério da Palavra, e a igreja multiplicou-se (6:7).
se alguém serve, faça-o segundo a força que Deus dá.
Manifesta-se como refeições e preparativos, hospitalidade e reparações, administração e recados, cuidado pelo doente e pelo estranho — feito na força de Deus, para que Ele receba a glória. Quem serve vê muitas vezes a necessidade antes de alguém a dizer.
Numa igreja no lar especialmente, este dom torna tudo possível — a casa aberta, a mesa partilhada, o cuidar das crianças, as boleias, o silencioso ministério da presença. Os servidores carregam o peso que permite aos mestres ensinar e aos pastores apascentar. "Membros uns dos outros" é mantido unido por mãos como estas.
tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens.
O dom conserva-se puro pelo seu alvo: servimos pessoas, mas em última análise servimos a Cristo, e d'Ele vem a recompensa. Isto resolve tanto o ressentimento do sobrecarregado como o orgulho do que é notado.
A sombra · dois desvios
Servir pelo louvor — ou desprezar o serviço como inferior a nós
Dois erros espreitam este dom. Um é o de Marta: servir interiormente ressentido, distraído, a fazer contas, a querer ser visto. O outro é o do mundo: tratar o serviço prático como subalterno, abaixo dos "dotados" ou dos "espirituais." Ambos desonram Jesus — foi Ele próprio quem pegou na toalha.
O serviço azedado por ressentimento e autocomiseração perde a sua alegria e a sua recompensa. A cura não é deixar de servir, mas servir ao Senhor, a partir do descanso, sem fazer contas.
se eu vos lavei os pés … também vós deveis lavar os pés uns aos outros.
O Senhor da glória ajoelhou-Se com uma bacia. Nenhum seguidor Seu pode chamar ao serviço humilde algo inferior a si. O dom do serviço é simplesmente a postura de Cristo, vivida no Seu povo.
O fecho · a forma de Cristo
O Filho do Homem veio para servir
Se carregas este dom, carregas algo precioso: a própria forma que Jesus tomou. Serve de bom grado e com fiabilidade; deixa que outros ensinem e liderem, e regozija-te por o trabalho das tuas mãos tornar possível o trabalho deles. E se o serviço não é o teu dom particular, ainda assim és chamado a ele — pois é a forma básica do amor, e a marca inequívoca dos que pertencem ao Rei-Servo.
O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.
Serve na força que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo (1 Pe 4:11). Muitos dons, um só Corpo — e mãos que o mantêm unido.
Uma palavra de prudência
O serviço é, ao mesmo tempo, um dom particular (alguns são agraciados para servir com alegria e capacidade fora do comum) e um mandamento universal (todos nós devemos servir-nos uns aos outros em amor). Honrar o dom nunca deve desculpar os restantes de servir; e ser "o servidor" nunca deve ser usado para evitar os outros chamamentos que Deus também pode ter para ti.
Uma palavra branda para o servidor dotado: a tua fiabilidade é um tesouro, mas guarda-te de seres compulsivo, indispensável, ou incapaz de receber. Até Jesus deixou que outros O servissem. Serve a partir do descanso, não do medo — e deixa que o Corpo também cuide de ti.
Para o leitor atento
Duas coisas que vale a pena reter
① O dom sem o qual a igreja não funciona
A maioria dos ministérios de serviço são invisíveis — e é exatamente por isso que são fáceis de subvalorizar e fáceis de esquecer ao dar graças. Mas tira-os, e tudo para. Honra os teus servidores em voz alta; "os membros que parecem mais fracos são indispensáveis" (1 Co 12:22). Uma igreja conhece a sua verdadeira saúde pelo modo como trata aqueles que, em silêncio, a mantêm a funcionar.
② Serve para um único Espectador
O segredo que mantém o serviço doce ao longo de décadas encontra-se em Colossenses 3:23 — "como ao Senhor." Quando o serviço é oferecido a Cristo em vez de medido pela atenção das pessoas, o ressentimento perde o seu domínio e o esgotamento o seu combustível. Não és, primeiro, o servidor da igreja; és d'Ele, emprestado em amor ao Seu povo. Ele vê, e Ele recompensa.